quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Arte Grega



        Desde a época do Renascimento ( século XV e XVI d.C. ), a civilização acidental adotou a ideia de que as obras de arte gregas são o modelo de perfeição e beleza. Por quanto tempo ainda serão consideradas? Não sabemos. De qualquer modo, é inegável a hebilidade, o equilíbrio e a grandiosidade daquela cultura que nos fala tão alto.
        Iniciamente, os gregos foram influenciados pelos egípcios. Aos poucos, os artistas gregos  foram ganhando personalidade. Suas esculturas eram de uma naturalidade maravilhosa. Pareciam quase vivas. Os artistas queriam fazer corpos perfeitos porque acreditavam que a beleza física deveria refletir a beleza moral ( interior ) das pessoas.

A Filósofia dos Gregos


" Os outros povos da antiguidade nos deram santos. Só os gregos nos deram sábios ", disse certa vez o filósofo alemão ( século XIX ) Friedrich Nietzsche .
  • No fundo, os primeiros filésofos gregos, como Tales , tentavam explicar a origem da própria realidade: Por que existe algo em vez de não existir? Por que o ser e não o nada? Tentavam se valer da razão ( da capacidade de pensar ) em vez de recorrer á explicação religiosa do tipo " os deuses quiseram ". Foi por isso, talvez, que o filósofo  alemão Hussel ( século XX ) disse que " com os gregos começa a aventura da razão ".
  • A democracia de Atenas valorizam as pessoas capazes de falar bem e convenser as pessoas. Os sofistas eram muito hábeis no discurso e chegavam a cobrar caro de quem quisesse aprender suas técnicas de falar em público.
  • O maior crítico dos sofisata  foi  Sócrates. Tudo que sabemos dele foi cantado nos livros de seus discípulos, principalmente Platão. Sócrates gostava de andar nas ruas, feiras e praças e de conversar com as pessoas. Por meio dos diálogos ele aperfeiçoava seu raciocínio filósofico . Nesses diálogos, Sócrates percebeu que era tão ignorante  quanto as outras pessoas , mas que , ao contrário delas, tinha concíência de seus próprios limites : " Conhece-te a ti mesmo ", gostava de dizer.
  • O mais importante discípulo de Sócrates  foi Platão , que também era um grande filósofo. Platão escreveu vários livros em forma de diálogos. Geralmente , a personagem principal é Sócrates, mas o pensamento transmitido é o Platão . O principal livro  é a República, no qual defende a criação de uma sociedade em que o Estado controlaria tudo e  faria cada cidadão se dedicar á atividade em que mostrasse mais talento,.
  • O maior discípulo e depois rival de Platão  foi Aristóteles. Ele trabalhou como preceptor ( professor particular especial ) da Alexandre, da Macedônia , que tinha muito carinho pelo mestre , escreveu sobre quase tudo: filósofia, lógica, zoologia, botânico, física, história, teatro, poesia, astronomia e política.
  • Depois da morte da Aristóteles, surgiram outras correntes de pensamento. Os filósofos hedonistas defendiam que a feliciadade está na vida de prazeres. Quanto mais prazeres de todos os tipos, melhor. Epicuro afiemou que tranquilidade seria alcança pelos prazeres superiores: o estudo, a amizade de homens de bem, a apreciação da arte a das belezas da vida. 

As ciências dos Gregos

                                                                                                 Socrátes



        Na grécia não havia cientistas como hoje. Não existia laboratórios nem os métodos modernos de pesquisa. Não havia universidades. A ciência também não tinha muita finalidade prática. O conhecimento raramente era visto como uma coisa que poderia resultar em alguma outra coisa materialmente útil. Os sábios queriam conhecer a natureza porque isso era agradável, porque tinham curiosidade e porque acreditavam que o conhecimento poderia torná-los pessoas mais virtuosas, mais honestas, corajosas e bondosas.

Amor grego

                                                                           Imagem que representa o Amor


       Os gregos antigos não tinham a noção do pecado, que é  própria da cultura judaico-cristã. Para eles, os desejos sexuais eram uma espécie de força da natureza e nem sempre acompanhavam o amor ( o que os gregos cordenavam era a hybris, o excesso ). Aliás, muitos casamentos eram arranjados pelos pais dos noivos. Portanto, mais uma vez, não podemos julgar por nossos valores.Eles tinham a própria maneira de ver o mundo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A língua e a Letra

                                                                                        O Alfabeto Grego


    A Europa e as Américas fazem parte do que chamamos hoje de civilização ocidental. Nossa visão de mundo, nosso modo de pensar, de identificar a beleza e de procurar a justiça têm muito a ver com o que os gregos nos ensinavam. Entretanto, apesar de eles terem nos unfluenciado tanto, não devemos esquecer que os gregos tinham seu próprio mode de entender a realidade. Nossa visão atual do mundo não é a mesma que os gregos tinham. Tudo isso é fascinante: Como é que nós, que vivemos num mundo e numa época tão diferentes do grego antigo.
      A língua portuquesa ( e outras línguas da Europa Ocidental ) está cheia de palavras derivadas gregas, geo =  ( terra ) e graphia = ( escrita ). Para marcar o tempo com precisão, você precisa de um cronômetro, ou seja, crónos = ( tempo) e métron = ( medida ). Nosso idioma é uma espécie  de bisneto do grego antigo.

A cultura Grega



As conquistas militares de Alexandre da Macedônia espalharam a cultura grega por vários países do Oriente. O encontro das culturais orientais com a cultura grega produziu a cultura helenista. O helenismo foi uma continuação da cultura  grega.
       O principal centro de cultura helenista foi a cidade de Alexandria. Ela foi fundada pelo grande general e localizava-se no Egito. Abrigava comerciantes e navegadores gregos, egípcios e judeus, que traziam novidades e informações de todos os cantos. Grandes estudiosos e pesquisadores gregos viviam em Alexandria. O grande matemático grego Euclides viveu em Alexandria ( século III a.C. ). Foi o descobridor dos mais famosos teoremas de geométria.

A ameaça dos Persas

      


        Os persas, que já tinham montado um vasto império no Oriente, tentaram invadir a Grécia. No século VI a.C., o rei persa Ciro ocupou as cidades gregas na jônia. Elas obrigavam a pagar pesados impostos aos persas, e muitos de seus habitantes foram escravisados. Orei Dario I  sucedeu o rei Ciro. Dario acreditava que seria  fácil dominar a Grécia. Afinal, a Pérsia já era de quase todo o mundo conhecido. Como é que a pequena Grécia poderia resistir ao seu poder? Mas as guerras não eram decididas apenas pela quantidade de soldados, mas também pela  quantidade de soldados, pela disciplina militar, pelos planos estratégios inteligentes. Por isso, quando as tropas persas invadiram a Grécia, tiveram uma suspresa. Na  famosa batalha de Maratona, os gregos estavam em minoria, mas partiram velozmente para o ataque. A iniciativa pode ser a mais importante do que a força: os persas foram envolvidos e massacrados.

A escravidão



Muitas Cidades-Estado gregas tinham escravos. Geralmente, os escravos eram bárbaros, ou seja, não gregos. Os piratas atacavam cidadezinhas na costa de outros territórios e capturavam seus habitantes como escravos. Depois, vendiam as pessoas. O amo ( dono ) do escravo tinha plenos poderes sobre ele. Poderia castigá-lo  do jeito que quisesse. Poderia até matá-lo. O escravo era desprezado e considerado um " não homem ".
     O estado também era dono de escravos. Eles eram utilizados nas obras públicas. Por exemplo , para construir um templo religioso, uma estrada ou o cais de um porto. Havia escravos trabalhando  para os donos de grandes extenções de terra. Havia senhores que possuiam centenas de escravos. Mas o usual era possuir menos de dez cativos. Os camponeses, donos de um pedacinho de terra, quase nunca tinham dinheiro para comprar um escravo. Nas cidades os escravos trabalhavam nas oficinas de artesanato. Por exemplo, ajudando em trabalhos com o couro, fazendo vasos de cêramica, abatendo os porcos.

A Hegemonia Ateniense



A vitória sobre os persas mostrou a importância da Marinha para os gregos. Esparta sempre foi um Estado voltado para a agricultura e nunca ligou para o mar. Quem assumiu a liderança naval  foi Atenas.
      Centenas de cidades gregas do mar Egeu uniram-se para formar a Liga de Delos. A liga era dona de uma grande frota de navios que se dedicavam ao comércio e á guerra. Cada um dos membros contribuía  doando navios ou dinheiro. No começo, todos os participantes tinham os mesmos  direitos. Aos poucos, Atenas afirmou sua Hegemonia ( supremacia, liderança ). Foi assim que o tesouro da liga  foi  transferido da ilha de Delos para Atenas. Os atenienses alegavam que a transferência conferia maior segurança para o tesouro. Na prática, mostrava que era Atenas quem dava as ordens na liga.

Alexandre da Macedônia


      A macedônia era um reino que ficava no norte da Grécia. Os macedônios falavam grego e descendiam dos mesmos povos que tinham ocupado a Grécia. Enquanto as Cidades-Estado gregas lutavam umas com as outras, a macedônia, governada pelo rei Felipe, foi consolidando sua unidade e força.
      O sonho do rei Felipe era se tornar o rei de toda a Grécia. Em Atenas, as pessoas estavam divididas. Umas eram a favor e outras, contra o domínio de Macedônio. Todavia, as Cidades-Estado gregas, enfraquecidas por causa das disputas de umas as outras, não puderam resistir aos avanços de Felipe. Em 338 a.C. os macedônios derrotaram os tebanos e os atenienses. Agora, Felipe tinha alcançado seu sonho: era o rei da Grécia.
     Dois anos depois da vitória , Felipe morreu. O novo rei era seu filho Alexandre, da Macedônia. Alexandre teve uma educação pprimorosa. Seu professor foi um dos maiores gênios da história da humanidade: o filósofo e homem de ciência Aristóteles. Ele amava a poesia e o teatro dos gregos, e seu modelo era Aquiles ( o herói lendário da Ilíada, de Homero).
     


Gregos contra os Gregos

                                                                                    A guerra do peloponeso


     A união dos gregos tinha consequido derrotar ao persas. Infelizmente, os grgos logo se separaram. A disputa pela hegemonia em toda a Grécia levou a uma guerra de dez anos entre atenienses e espartanos e seus respecitvos aliados, a chamada Guerra do peloponeso. O resultado? Cidades saqueadas, plantações destruídas, casas derrubadas, navios afundados . Muita gente morta no campode batalha. Depois de bastante sofrimento, os militares espartanos conseguiram ocupar a cidade de Atenas. Esparta tinha vencido a guerra.
    O problema é que Esparta pagou caro de mais por sua vitória. Esparta ganhou, mas teve muitas perdas.

Esparta



      Esparta (também chamada de Laucedemônia) era um caso especial de Cidade-Estado. Não tinha edifícios grandiosos, mas controlava pequenas cidades próximas. Esparta chegaria a dominar todo o Peloponeso, aquele padaço, no sul da Grécia, ligada ao resto por um pedacinho de terra . A classe dominante em Esparta era formada pela aristocracia dos esparciatas ( spartiatae), também chamados de homioi, que em grego quer dizer " iquais ".
     O regime político de Esparta era a oligarquia, que em grego quer dizer, mais ou menos, " poder de poucos ". Esparta era governada  por uma dupla de reis que pertenciam ás famílias mais ilustres.
    A única atividade pública séria dos esparciatas era a militar. Desde criança até a velhice eles sé dedicavam ao treinamento no Exército.
                                                                           A Educação Espartana


A finalidade da Educação espartana era formar guerreiros. Com 7 anos de idade, os meninos eram afastados das mães e ficavam até os 18 anos em escolas, onde aprendiam ginástica, esportes ( corridas, lutas usando o corpo , lançamento de dardos ), a ler e escrever e a manejar armas. O método exigia esforço: ficavam nus até nos dias  frios, tomavam banho gelado, comiam pouco, apanhavam.. Tudo isso para que ficassem resistentes como ferro. Capacidade de suportar o sofrimento físico, disciplina, habilidade militar: esses eram os objetivos principais. 

Guerras entre os Gregos


Mudanças na Guerra

Alguns históriadores deram muita importância ás mudanças na maneira de fazer a guerra. Antes, o exército era formado por nobres, os únicos que podiam pagar pelas armaduras e pelos cavalos. As batalhas eram baseadas no combate individual. Mas, no século VIII a.C., o desenvolvimento da tecnologia criou a oportunidade de forjar armas mais eficazes e baratas. Os pobres puderam se integrag ás tropas. Essa era a grande mudança: os soldados gregos passaram a formar falanges, isto é, caminhavam lado a lado, em linha, com um imenso ouriço de lanças e escudos.

Atenas

                                                                                   Acrópolis  de Atenas


         Atenas, foi rival de Esparta. essa cidade-Estado da região da Ática ficou célebre por dois aspectos: pela vida e pelo regime pólítico democrático.
       Os solos ao redor de Atenas não eram férteis quanto os de Esparta. Mas, nas encostas das colinas, dava para plantar oliveiras e uvas, para fazer azeite e vinho, que Atenas exportava pelos navios que saiam do porto do Pireu.
       Do mesmo jeito que em outras Cidades-Estado gregas, Atenas foi durante muito tempo denominada pelos aristocratas proprietários  de terras.. Esses nobres aristocratas eram chamados de eupátridas ( em grego " bem nascidos " ). Eles eram os únicos  com o direito a governar a cidade.

Cidade-Estado (Pólis)


                                                 

           Um país unificado por um poder central. Não havia capital nem governo único. A base da sociedade grega era a Cidade-Estado ( também chamada de pólis). O padrão podia variar bastante, mas, geralmente, era uma cidade rodeada por campos cultivados, pastos e casas de componeses. Cada Cidade-Estado tinha autonomia, com próprias
leis e governo. Nas cidades estavam as lojas e teatros, era lá que os cidadões se reuniam numa grande assembleia para discutir os assuntos públicos. Dá para perceber que a palavra política deriva de pólis. Para os cidadões da pólis , a atividade de política  era considerada a mais nobre, porque afetava a vida de toda a comunidade .

Expanção Colonial


                                                                                   A Colonização Grega


     Os gregos não viviam apenas onde está o pais chamado Grécia (os outros países europeus também não existiam ainda). Entre o século VII a.C. e V a.C. os gregos fundaram colônias na costa do mar Mediterrâneo. As colônias eram cidades gregas que abrigavam a populaçâo que precisava de terras para viver. Algumas se tornaram centros de comércio destacados. Mas, atenção, as colônias não deviam nenhuma abrigação a outras cidades, eram autônomas. Em geral, eram Cidades-Estado , ou seja, com o próprio governo e modo de viver. Mas eram gregas por causa do idioma e da cultura.

As Origens



           Os gregos foram o resultado do encontro de inúmeros povos. A primeira influência notável veio da chamada Civilização Cretense (também chamada de Minoica), que atingiu o ezplendor entre 2000 a.C. e se desenvolveu na ilha de creta , ao sul da Grécia atual. Por volta de 1900 a.C., o território onde hoje está  a Grécia foi ocupado por ondas sucessivas de povos que vinham da Ásia. As pesadas armaduras de bronze e os elmos decorados com dentes de javali cobriam os guerreiros aqueus, que fundaram a poderosa cidade de Micenas. Enquanto isso, um terremoto arrasou grande parte de Creta, que acabou conquistada e destruida pelos micênicos  em 1450 a.C. Apesar de tudo, os micênicos absorveram valores culturais cretences.